Intemperismo de sal em rochas ornamentais em um prédio histórico na cidade do Rio de Janeiro: implicações geomorfológicas

Autores

  • José Antônio Baptista Neto
  • Bernard J. Smith
  • John J. McAlister
  • Maria Augusta Martins da Silva
  • André Luiz Carvalho da Silva

Resumo

O sal tem sido apontado como o principal agente de intemperismo de rochas ornamentais em áreas urbanas em todo o mundo. Na Cidade do Rio de Janeiro, os prédios históricos se encontram em avançado estado de degradação, em que parte das rochas que formam suas fachadas se apresenta bem intemperizada. O objetivo deste trabalho é o de entender os processos de intemperismo de sal numa das principais igrejas históricas da Cidade do Rio de Janeiro (a igreja de São Francisco de Paula), demonstrando as implicações geomorfológicas de estudos sobre o intemperismo de sal em ambientes urbanos. A metodologia utilizada consistiu, basicamente, de mapeamento das principais formas de intemperismo dos blocos de rocha mais alterados, análises físico-químicas e MEV nos fragmentos de rochas da construção. Por meio deste estudo, ficou evidente que, apesar da proximidade do mar e de sua influência natural sobre os processos de intemperismo das rochas ornamentais, o intemperismo associado à poluição ambiental de áreas urbanas exerce forte influência sobre essas rochas. Este tipo de intemperismo “antropogênico” atua, concomitantemente, com os processos naturais, acelerando-os e intensificando a degradação pelo intemperismo do sal. A destruição das rochas em fachadas de prédios históricos, diferentemente do que ocorre nas rochas em ambiente natural, apresenta grandes implicações geomorfológicas, principalmente quando se considera a importância história e cultural destas construções.

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Publicado

2016-02-08

Como Citar

BAPTISTA NETO, J. A.; SMITH, B. J.; MCALISTER, J. J.; SILVA, M. A. M. da; SILVA, A. L. C. da. Intemperismo de sal em rochas ornamentais em um prédio histórico na cidade do Rio de Janeiro: implicações geomorfológicas. Terra Livre, [S. l.], v. 2, n. 41, p. 169–190, 2016. Disponível em: https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/573. Acesso em: 19 jul. 2024.