Terra Livre https://publicacoes.agb.org.br/terralivre <p>A <strong>Terra Livre</strong> é uma publicação semestral da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) cujo objetivo é divulgar a produção do conhecimento geográfico. Publicam-se textos na forma de artigos, notas, resenhas, comunicações e textos dos GTs (Grupos de Trabalhos) da entidade. Criada em 1986, num contexto em que a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) buscava superar o fato da entidade estar voltada para si e pouco preocupada em atender às demandas da sociedade. É nesta reformulação que o projeto editorial da Revista Terra Livre é pensado, com o objetivo de “veicular artigos que manifestem compromissos com as lutas da sociedade [...] sobre questões mais gerais e diretamente relacionadas com os principais problemas enfrentados pela sociedade brasileira”. Nestas três décadas de história foram publicados mais de cinquenta números, totalizando cerca de 500 contribuições (artigos, documentos de Grupos de Trabalho das Seções Locais da AGB, entrevistas, notas e resenhas). Mais do que um periódico científico, a Terra Livre tem um compromisso político com a comunidade geográfica e sociedade em geral. </p> <p>Classificada no Qualis CAPES (2017-2020) como A2 na sua versão online.</p> AGB pt-BR Terra Livre 0102-8030 <p>Esta Revista está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/3.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> <p>Os Direitos Autorais dos artigos publicados na Terra Livre pertencem ao(s) seu(s) respectivo(s) autor(es), com os direitos de primeira publicação cedidos à Terra Livre.</p> <p>Os artigos publicados são de acesso público, de uso gratuito, com atribuição de autoria obrigatória, para aplicações de finalidade educacional e não-comercial, de acordo com o modelo de licenciamento Creative Commons 3.0 adotado pela revista.</p> <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/deed.pt_BR" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/3.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />A Terra Livre está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/deed.pt_BR" rel="license">licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada</a>.</p> <h2 id="rights">Você é livre para:</h2> <ol> <li><span><strong>Compartilhar </strong>— copie e redistribua o material em qualquer meio ou formato</span></li> <li><span><strong>Adaptar </strong>— remixar, transformar e construir sobre o material</span></li> <li>O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.</li> </ol> <h2 id="terms">Nos seguintes termos:</h2> <ol> <li class="cc-by"><span><strong>Atribuição </strong>— Você deve dar <a id="src-appropriate-credit" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/#ref-appropriate-credit">o crédito apropriado </a>, fornecer um link para a licença e <a id="src-indicate-changes" href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/#ref-indicate-changes">indicar se as alterações foram feitas </a>. 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A pesquisa, portanto, analisa as propostas de planejamento territorial para o Rio de Janeiro promovida pelos principais agentes capitalistas modeladores do espaço e pelo Estado, para essa terceira década do século XXI. A investigação demostrou que a crise econômica do estado, a partir de 2015, com a queda do preço das commodities, afetou substancialmente os grandes projetos de desenvolvimentos e produziram mudanças de rumos, adaptações dos projetos e seus territórios. Concluímos que passada a fase mais aguda da crise, os projetos vêm se readequando e retomando sua incorporação territorial a partir de velhos e novos atores. Independente da nova dimensão de investimentos e das estruturas ou da mudança de tipologias das atividades econômicas vemos que os grandes projetos seguem tendo um papel discursivo central no planejamento territorial do estado do Rio de Janeiro.</p> Ana Maria Costa Daniel Monteiro Gabriel Grabois Gustavo Vitti Luiz Jardim Wanderley Paulo Alentejano Pedro Leão Tássia Gabriele Balbi de Figueiredo e Cordeiro Thiago Da Silva Vinicius Da Silva Copyright (c) 2024 Ana Maria Costa, Daniel Monteiro, Gabriel Grabois, Gustavo Vitti, Luiz Jardim Wanderley, Paulo Alentejano, Pedro Leão, Tássia Gabriele Balbi de Figueiredo e Cordeiro, Thiago Da Silva, Vinicius Da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 776 832 10.62516/terra_livre.2023.3225 Editorial https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3530 Terra Livre AGB Copyright (c) 2024 Terra Livre AGB https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 xiv xvi Capa https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3528 Terra Livre AGB Copyright (c) 2024 Terra Livre AGB https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 Normas de submissão https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3531 Terra Livre AGB Copyright (c) 2024 Terra Livre AGB https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 833 844 Reflexões teóricas sobre planejamento urbano e cidadania https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3468 <p>Com o presente trabalho objetiva-se discutir as bases teóricas do planejamento urbano associado à participação popular e o exercício da cidadania, fatores estes que são essenciais para a produção de um espaço urbano menos desigual, no qual prevaleça a justiça social. Para tanto optou-se por uma abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico e discussão teórica pautada em autores que se dedicam a essa problemática, como Souza (2002, 2006); Lefebvre (2001, 2019); Freire (1967, 1983, 2017) entre outros. Entende-se que o planejamento remete à ideia de futuro e&nbsp;&nbsp; a gestão urbana, tem a perspectiva de que gerir está vinculada ao presente, logo, gerir significa administrar o que foi planejamento em outro momento mediante a participação da sociedade. As conclusões desta pesquisa sinalizam que ambos devem estar fundamentados na participação democrática, para o efetivo exercício da cidadania por parte dos sujeitos sociais que produzem e vivenciam o espaço urbano.</p> Francisco Manoel de Carvalho Neto Ideni Terezinha Antonello Léia Aparecida Veiga Copyright (c) 2024 Francisco Manoel de Carvalho Neto, Ideni Terezinha Antonello, Léia Aparecida Veiga https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 17 56 10.62516/terra_livre.2023.3468 Paisagens https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3446 <p>O artigo expõe uma análise sobre o conceito da Paisagem em três momentos: considerações sobre a origem do conceito, a paisagem cultural e a paisagem urbana. O estudo identifica as primícias do que atualmente entendemos na Geografia como a Paisagem, além de relacionar os estudos atuais aos fenômenos culturais e urbanos, como os grafites e pixações (pichações) ligados ao Movimento Hip Hop na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Temos como metodologia o levantamento bibliográfico, o trabalho de campo e uso de fotografias. Por fim, relacionamos as noções que esse conceito clássico pode oferecer para os estudos contemporâneos do espaço urbano e as relações que a cidade expressa a partir da ação de determinados grupos.</p> Dennys Henrique Miranda Nunes Copyright (c) 2024 Dennys Henrique Miranda Nunes https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 57 95 10.62516/terra_livre.2023.3446 Construção do plano de ação pela campanha Construindo Cidades Resilientes https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3426 <p class="Resumo">A campanha Construindo Cidades Resilientes das Nações Unidas visa a redução de riscos e desastres em nível local, tendo mais de 800 cidades participantes no mundo. O objetivo da pesquisa é apresentar estratégias para o desenvolvimento do Plano de Ação para a Resiliência no Brasil. A metodologia se baseia nas experiências de Lisboa, cidade piloto de Portugal. No Brasil o estudo é aplicado em União da Vitória, município com inundações frequentes no estado do Paraná. <a name="_Hlk124964411"></a>Como resultado, tem-se a estruturação do Plano em três etapas principais: identificação dos impactos, identificação das lacunas e definição das ações estratégicas. Conclui-se que a elaboração do Plano de Ação é uma técnica importante para a tomada de decisão após o preenchimento do Scorecard.</p> Larissa Maria da Silva Ferentz Carlos Mello Garcias Fantina Tedim Copyright (c) 2024 Larissa Maria da Silva Ferentz, Carlos Mello Garcias, Fantina Tedim https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 96 135 10.62516/terra_livre.2023.3426 Desigualdade, pobreza e renda https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3370 <p>O artigo examina como as políticas públicas estão abordando os desafios enfrentados pelas comunidades imigrantes em relação à desigualdade, pobreza e falta de renda. Ele se concentra na maneira como o Paraná está respondendo a essas questões, alinhando suas ações com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 10, 11 e 1. Ao revisar a literatura existente e analisar os Planos Estaduais de Políticas de Atenção a Refugiados e Migrantes, o estudo destaca preocupações significativas, como altas taxas de desemprego, condições habitacionais precárias e dificuldades de acesso a serviços básicos. Destaca-se, portanto, a importância de políticas públicas inclusivas e faz um apelo à avaliação mais minuciosa da implementação desses planos, visando aprimorar continuamente as condições para os migrantes.</p> Dieugo Pierre Copyright (c) 2024 Dieugo Pierre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 136 168 10.62516/terra_livre.2023.3370 Territorialidades LGBTQIA+ em Alfenas – MG https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3427 <p>O presente artigo discute sobre as territorialidades dos corpos LGBTQIA+ no Sul de Minas Gerais, mais precisamente no município de Alfenas. O objetivo principal é compreender como ocorre as interações no processo de territorialização e vulnerabilidade dessas pessoas. A pesquisa está dividida em três partes, a primeira traz uma contextualização sobre a questão da sexualidade e da população LGBTQIA+ nos estudos geográficos, em seguida a parte teórica trata do território, territorialidade e os corpos na geografia, e por fim, a pesquisa empírica com dados primários e secundários para contextualizar a população LGBTQIA+, visando compreender a territorialidade da população LGBTQIA+ em Alfenas. As territorialidades foram agrupadas em mapas de acolhimento e medo/insegurança. Em Alfenas as territorialidades de acolhimento que foram mencionadas é a UNIFAL, algumas praças e alguns bares e festas universitárias. As territorialidades de medo/insegurança que foram mencionadas são avenidas, praças, de acordo com a temporalidade do espaço, ou seja, dia ou noite.</p> Antônio Ananias Nogueira Netto Flamarion Dutra Alves Copyright (c) 2024 Flamarion Dutra Alves, Antônio Ananias Nogueira Netto https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 169 215 10.62516/terra_livre.2023.3427 Circuito rap e a ação do Coletivo Grajaú Rap City https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3435 <p class="Resumo">O presente artigo tem por objetivo apresentar a complexidade da dimensão espacial produtiva do RAP (Rhythm and Poetry), que denominamos Circuito RAP. Como forma de reconhecer a sua dinamicidade e ação organizada dos agentes ligados diretamente a esse seguimento musical, cuja essência está nas quebradas, ou áreas periféricas. O Circuito RAP apresenta-se como uma proposta metodológica para se interpretar a economia nas periferias das cidades brasileiras. Direcionamos a apresentação dos resultados das situações geográficas no distrito do Grajaú, no extremo Sul de São Paulo, a partir do coletivo Grajaú RAP City. É a partir da própria organização do meio ambiente urbano construído que os agentes periféricos se articulam para dar forma às suas condições de sobrevivência material.</p> Mauricio Moysés Copyright (c) 2024 Mauricio Moysés https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 216 246 10.62516/terra_livre.2023.3435 Estágio supervisionado em geografia a partir de contextos diferenciados de ensino https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3473 <p>Neste artigo iremos apresentar a experiência de estágio supervisionado, tendo como foco as questões que envolvam a educação diferenciada, ou seja, práticas associadas a distintas territorialidades como educação do campo e indígena, a educação não formal; as iniciativas de práticas culturais, e as agendas contemporâneas que têm ganhado espaço na escola, como o debate de raça e gênero. Assim, tem-se como objetivo identificar a potencialidade do estágio supervisionado enquanto um lugar de formação política e geográfica, a partir de um debate sobre educação diferenciada. Nessa direção, iremos relatar as práticas e possibilidades desse campo, a partir das experiências obtidas durante a docência em estágio supervisionado IV, disciplina ofertada pelo curso de graduação de Geografia, ofertado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na Faculdade de Formação de Professores, tendo como recorte temporal as práticas desenvolvidas entre 2014 e 2023.</p> Mario Pires Simão Gabriel Siqueira Corrêa Copyright (c) 2024 Mario Pires Simão, Gabriel Siqueira Corrêa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 247 287 10.62516/terra_livre.2023.3473 Do lugar ao território epistemológico https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3436 <p>O currículo dos cursos de licenciatura não reserva, quanto ao componente curricular ou às práticas de estágio, um lugar de relevância à modalidade escolar que recebe jovens e adultos (Educação de Jovens e Adultos – EJA).&nbsp; Partindo dessa premissa, e considerando o contexto de formação e de ensino de Geografia, neste artigo são problematizados o lugar e o território epistemológico da EJA nos currículos dos cursos de Licenciatura em Geografia de instituições públicas, estaduais e federais, com oferta contínua na Bahia. Para tanto, ancorados em uma abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, foram adotados estes procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica; elaboração e aplicação de formulário eletrônico direcionado aos colegiados dos cursos; e análise de projetos curriculares, pareceres e resoluções. Com base na análise dos dados coletados, foi possível constatar que o avanço neoliberal no contexto educacional, em relação à formação de professores, toma proporções preocupantes, principalmente pela gritante ausência das demandas da EJA no percurso formativo dos graduandos.</p> Humberto Cordeiro Araujo Maia Copyright (c) 2024 Humberto Cordeiro Araujo Maia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 288 315 10.62516/terra_livre.2023.3436 Ensino de geografia no Ensino Médio https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3420 <p>O novo Ensino Médio está relacionado a orientações curriculares que vêm construindo o papel de educar os estudantes a partir de competências para atendimento das demandas do capitalismo rentista. O&nbsp; artigo busca identificar os elementos para&nbsp; construção do currículo de geografia do ensino médio na perspectiva da relação entre trabalho e Ensino de Geografia. A pesquisa foi norteada pelo método do materialismo histórico e dialético fundamentada na periodização de Moreira (2020) atrelada às ideias pedagógicas da periodização de Saviani (2019) relacionando os problemas do ensino médio, em particular sua dualidade histórica e o papel da Geografia nos diferentes períodos da formação espacial brasileira. A metodologia do artigo foi estruturada pela pesquisa&nbsp; bibliográfica e entrevistas semiestruturadas com docentes da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da FIOCRUZ/RJ. Nessa perspectiva, a politecnia, é considerada como saída teórica para o Novo Ensino Médio aliada a compreensão dos modos de produção indissociáveis a natureza.</p> Jessilyn Gomes da Silva Copyright (c) 2024 Jessilyn Gomes da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 316 359 10.62516/terra_livre.2023.3420 A língua brasileira e a configuração do território https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3392 <p>A formação do território brasileiro pode ser analisada a partir de diferentes perspectivas, sendo ainda pouco explorada aquela pautada na língua. A pesquisa desenvolvida aqui justifica-se pela fraca produção de estudos abordando a interseção entre a Geografia e o uso da língua como elemento de dominação na constituição de um território. Com recorte temporalmente situado no período pós-1808, quando os interesses portugueses e o papel do Brasil colônia passaram por transformações significativas, objetiva-se refletir sobre a formação territorial brasileira considerando a língua como um importante recurso de dominação para a constituição e legitimação do território. Trata-se de uma discussão teórica com levantamentos junto a fontes bibliográficas e documentais. Conclui-se que a compreensão das relações de poder entre as línguas na formação do território brasileiro não deve ser dissociada do contexto contemporâneo. A luta pela preservação das línguas marginalizadas e o repúdio ao extermínio dos povos indígenas são atos fundamentais na desconstrução das estruturas que perpetuam a dominação.</p> Osmar Fabiano de Souza Filho Léia Aparecida Veiga Copyright (c) 2024 Osmar Fabiano de SOUZA FILHO, Léia Aparecida Veiga https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 360 385 10.62516/terra_livre.2023.3392 Auras e atmosferas afetivas como desdobramentos das paisagens https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3445 <p class="Resumo">A paisagem, enquanto categoria de análise da geografia, possui diversas compreensões. Caminhando pela via das geografias culturais, o presente ensaio intenta compreender a paisagem por meio da aura, um dos principais conceitos de Walter Benjamin, e das atmosferas afetivas, amplamente discutidas nas teorias mais-que-representacionais anglófonas. Para tal, realizamos uma busca teórico-conceitual para tecer análises sobre a paisagem dentro dos conceitos adotados. Entende-se que o entrelace de auras dos sujeitos e objetos constroem a paisagem de maneira a construir atmosferas afetivas, as quais conectam diferentes relações espaço-temporais que reúnem corpos, emoções, sentidos e percepções. Nesse sentido, a paisagem formada por percepções intercorporificadas deve ser compreendida não apenas em sua concretude no material ou na subjetividade imaginativa, mas no emaranhado de significados que são provocados pelas suas conexões.</p> Jéssica Soares de Freitas Carlos Roberto Bernardes de Souza Jr Copyright (c) 2024 Jéssica Soares de Freitas, Carlos Roberto Bernardes de Souza Jr https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 386 417 10.62516/terra_livre.2023.3445 A compreensão espacial do marianismo no modelo de renovação das novas comunidades católicas de Sobral (CE) https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3342 <p>Este artigo tem como objetivo compreender a devoção mariana, ou marianismo, a partir de uma perspectiva plural, examinando questões que vão desde políticas do Vaticano até a realidade das Novas Comunidades Católicas Maranata e Rainha da Paz, localizadas na cidade de Sobral (CE). A metodologia adotada envolveu não apenas a participação junto às comunidades, mas também o mapeamento cognitivo e a análise de documentos disponíveis nos sites do Vaticano, da Diocese De Sobral e da Nova Comunidade Católica Shalom. Os resultados revelam uma abordagem cultural da Geografia que se entrelaça com tensões políticas, conservadorismos, contradições e ambiguidades presentes nesse contexto.</p> Antonio Jarbas Barros de Moraes Christian Dennys Monteiro de Oliveira Copyright (c) 2024 Antonio Jarbas Barros de Moraes, Christian Dennys Monteiro de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 418 446 10.62516/terra_livre.2023.3342 Transformações da paisagem e dinâmicas socioespaciais nos compartimentos tabulares de Regeneração, Piauí https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3404 <p class="Resumo">As superfícies tabulares de Regeneração (Piauí), apresentaram transformações notáveis, decorrentes de usos da terra, associados aos cultivos agrícolas. Esse estudo tem, como objetivos, analisar as dinâmicas socioespaciais e identificar as mudanças da paisagem nesta área. A pesquisa foi construída, a partir de revisão bibliográfica, de elaboração de mapas temáticos, de coleta de dados primários e secundários, construção e de análise quantitativos. Os resultados revelam que os aspectos da paisagem (solo, relevo e clima) tiveram um papel relevante na atual ocupação das terras e na transformação da paisagem. O mapeamento realizado entre 2005 e 2020 indicou alterações na dinâmica de cobertura das terras, como, por exemplo, expansão da agricultura em áreas, em que não haviam produção agrícola em larga escala. As dinâmicas socioespaciais confirmam a substituição da cobertura vegetal por extensos campos de cultivo no topo das chapadas e revelam o aumento da produtividade de culturas, como a soja e milho. A pesquisa permitiu compreender as dinâmicas socioespaciais e avaliar as transformações da paisagem, resultantes do desenvolvimento de atividades agrícolas comerciais.</p> Ivamauro Ailton de Sousa Silva Copyright (c) 2024 Ivamauro Ailton de Sousa Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 447 481 10.62516/terra_livre.2023.3404 Caracterização geoambiental da microbacia hidrográfica do rio Grajauzinho, Maranhão, Brasil https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3348 <p class="Resumo" style="text-align: justify;">Este estudo almeja contribuir com uma caracterização geoambiental da microbacia hidrográfica do Rio Grajauzinho, localizado predominantemente em Formosa da Serra Negra, no Maranhão. O desenvolvimento da pesquisa contou com estudos bibliográficos, livros, artigos científicos e outros documentos relacionados ao tema proposto, como também foram utilizadas cartas topográficas, imagens de satélite e softwares livres para a elaboração de mapas, gráficos e análises. Dessa forma, foram analisados os aspectos relacionados aos sistemas geoambientais, a fim de auxiliar futuros planejamentos hidrográficos, como princípio para delinear uma gestão hídrica sustentável da microbacia. A partir do levantamento dos dados e elaboração do mapeamento geoambiental, foi possível verificar os impactos que vêm sofrendo o Rio Grajauzinho, como o avanço descontrolado da agropecuária, sobretudo da pecuária, atividade principal da região.</p> Gerson da Silva Costa Reis Edilma Fernandes da Silva Copyright (c) 2024 Gerson da Silva Costa Reis, Edilma Fernandes da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 482 519 10.62516/terra_livre.2023.3348 Área de Proteção Ambiental do Timburi em Presidente Prudente-SP https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3346 <p>A Área de Proteção Ambiental do Timburi, localizada no município de Presidente Prudente-SP, foi palco de um conflito de interesses entre os moradores e os interessados na implementação de um aterro sanitário, desencadeando uma série de estudo ambientais que comprovassem a vulnerabilidade ambiental do local. Após o levantamento ambiental e cartográfico realizado por uma equipe de pesquisadores, foi feito um levantamento acerca dos aspectos sociais, por meio de entrevistas aplicadas aos moradores do local, a fim de conhecer as pessoas e seus respectivos modos de vida. Portanto, foram coletados dados quantitativos e qualitativos sobre a população do local, além de ter sido feito um compilado sobre a história contada pela mídia local, pelos moradores e pelo poder público, confrontando os diferentes pontos de vista e unindo as informações num só documento. Assim, o presente artigo tem como objetivo divulgar um recorte da dissertação de mestrado que resultou num material denso, fazendo com que a caracterização socioambiental da APA do Timburi seja acessada de forma mais orgânica.</p> Emanuela Sanches Moreira Copyright (c) 2024 Emanuela Sanches Moreira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 520 559 10.62516/terra_livre.2023.3346 Transecto como ferramenta para percepção da geodiversidade no município de Serra do Navio, Amapá, Brasil https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3391 <p class="Resumo">As pesquisas desenvolvidas no ramo das Geociências cada vez mais buscam interpretar a geodiversidade e seus processos, assim como, captar novas ferramentas para sua popularização. Diante disso, o seguinte estudo visa discutir, preliminarmente, a percepção da geodiversidade através de um transecto considerando seus aspectos bióticos e abióticos em Serra do Navio. Para alcançar tais objetivos, realizou-se quatro etapas fundamentais: levantamento do referencial bibliográfico, vetorização de dados minerados do banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confecção do material cartográfico através dos programas “<em>QGis</em>” e “<em>Google Earth Pro</em>” e trabalho de pesquisa de campo. A partir desses procedimentos, foi possível interpretar a geodiversidade por meio dos aspectos bióticos e abióticos encontrados no local delimitado pelo transecto, onde foi possível evidenciar questões relacionadas a potencialidades desse ambiente, como a possibilidade de práticas geoturísticas e de geoconservação, além de contribuir com futuras pesquisas da seguinte temática para o contexto amapaense e amazônico.</p> Adria Nunes Celina Marques Copyright (c) 2024 Adria Nunes, Celina Marques https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 560 603 10.62516/terra_livre.2023.3391 A radicalização do conservadorismo no campo https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3388 <div> <p class="Resumo">No Brasil, o passado autoritário da ditadura empresarial-militar de 1964 se reestruturou com outros moldes nos últimos anos e sobretudo no Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), reproduzindo confrontos violentos contra os movimentos sociais. No campo, as lutas se intensificaram, permeadas pelo avanço do agronegócio, de empresas capitalistas e endossadas pelo discurso de representantes estatais. O artigo tem como objetivo compreender as ações sofridas pelos movimentos socioterritoriais agrários no Brasil, entre 2020-2022, pautadas pela radicalização conservadora e pelos discursos e ameaças aos diversos ativismos. Utilizamos a metodologia de pesquisa da Rede DATALUTA, que, desde 2020, sistematiza notícias sobre as ações dos movimentos socioterritoriais e socioespaciais num banco de dados. Num compilado sobre as ações sofridas pelos movimentos, destacamos que os despejos e desapropriações de diversas populações tiveram centralidade nesses anos, além de assassinatos de lideranças do campo. Constatamos que os movimentos foram vítimas da violência estatal, num processo combinado e articulado com o agronegócio dando visibilidade a uma gramática discursiva que acirrou a violência no campo. Entretanto, muitos movimentos atuaram em defesa dos seus territórios, sinalizando a resistência diária das pessoas, seus projetos e emoções, numa permanente luta pela democracia, pelo direito ao território e à vida.</p> </div> Joana Moura Fernando de Freitas Almeida Lucas Araújo Martins Copyright (c) 2024 Joana Moura, Fernando de Freitas Almeida, Lucas Araújo Martins https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 604 638 10.62516/terra_livre.2023.3388 Caracterização socioeconômica de comunidades tradicionais do Mosaico do Baixo Rio Negro https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3381 <p>Estudos socioeconômicos são importantes instrumentos de gestão que permitem avaliar aspectos sociais envolvidos na conservação ambiental. Analisamos através de questionários o perfil socioeconômico de populações tradicionais residentes em Áreas Protegidas do Mosaico do Baixo Rio Negro, Amazonas. O perfil socioeconômico dos moradores, assim como o acesso a itens de infraestrutura comunitária, divergiu em relação à distância dos centros urbanos, com comunidades mais próximas aos grandes centros apresentando fontes de rendimentos monetários mais diversificadas do que comunidades distantes. A necessidade de investimentos em atividades alternativas de produção e fontes de rendimentos monetários que valorizem os produtos da sociobiodiversidade amazônica foram demandas generalizadas ao longo do território avaliado. Identificamos grande heterogeneidade entre as comunidades situadas em diferentes categorias de Unidades de Conservação. Estes aspectos evidenciam a dificuldade em promover uma gestão integrada que promova o desenvolvimento sustentável dos territórios protegidos e melhorias na qualidade de vida das populações tradicionais.</p> Rayssa Bernardi Guinato José Diego Gobbo Alves Ana Claudeise Silva do Nascimento Heloísa Corrêa Pereira Dávila Suelen Souza Corrêa Álvaro de Oliveira D’Antona Copyright (c) 2024 Rayssa Bernardi Guinato, José Diego Gobbo Alves, Ana Claudeise Silva do Nascimento, Heloísa Corrêa Pereira, Dávila Suelen Souza Corrêa, Álvaro de Oliveira D’Antona https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 639 682 10.62516/terra_livre.2023.3381 Cercamentos expropriatórios sobre os grupos comunitários na Amazônia https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3340 <p>Neste artigo, analisam-se aspectos dos conflitos territoriais resultantes do atual fenômeno de invasão de Áreas Protegidas e territórios comunitários na Amazônia. Foi utilizado como exemplo da realidade empírica o complexo conflito entorno da reserva em bloco, que é parte integrada ao PA Margarida Alves, em Rondônia. Recortam-se as principais características do conflito, selecionando a atuação das agromilícias na disputa por terra e madeira. Os conflitos territoriais sobre as Áreas Protegidas e territórios comunitários na Amazônia são localmente formados/impulsionados pelo choque de forças exógenas e coerências territoriais endógenas, que vão desde as projeções dos grupos políticos e econômicos (manejo florestal, pecuária, monoculturas, garimpos, etc.) aos regimes de expropriação/cercamentos exercidos no cotidiano por agromilícias sobre as áreas ricas em recursos naturais na Amazônia habitadas por comunidades camponesas.</p> Lucas Matos Copyright (c) 2024 Lucas Matos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 683 719 10.62516/terra_livre.2023.3340 A aliança terra-capital no município de Três Lagoas/MS https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3469 <p class="Resumo">No Brasil, a terra se mantém como elemento primordial para o desenvolvimento das relações capitalistas, em que a reprodução ampliada do capital ocorre alicerçada na realização da renda fundiária. Nesse sentido, capitalistas e proprietários fundiários realizam uma aliança terra-capital que dá unidade de classe e permite aos proprietários capitalistas auferir renda da terra e lucro. No caso do município de Três Lagoas/MS não é diferente. A realização da aliança terra-capital possibilitou diversidade nas cartelas de investimentos de famílias tradicionais do município e manteve a concentração fundiária. É com base nessa argumentação que este artigo tem por objetivo discutir a centralidade da renda fundiária nas relações econômicas e de poder do município de Três Lagoas, fundamentada na existência da aliança terra-capital estabelecida entre a unidade capitalista e as empresas de celulose. Do ponto de vista metodológico, realizou-se revisão bibliográfica; levantamento de dados, do IBGE; trabalho de campo e levantamento de matrículas junto ao cartório de imóveis.</p> Amanda Emiliana Santos Baratelli Copyright (c) 2024 Amanda Emiliana Santos Baratelli https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 720 749 10.62516/terra_livre.2023.3469 Movimento de Mulheres Camponesas https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3471 <p>O presente artigo procura apresentar reflexões acerca do território de luta e resistência feminista a partir do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). Pretende-se, portanto, evidenciar e identificar as teorias feministas que contribuem para a interpretação do espaço geográfico, entender a produção teórica sobre território das mulheres camponesas. A metodologia se baseou na pesquisa militante, através de análise bibliográfica e documental. Para as camponesas, compreender o espaço como possibilidade, permite pensar a construção de territórios baseados no bem viver, pois trazem a herança das mulheres indígenas, negras, camponesas, lutadoras que as inspiram a construir a nova sociedade.</p> Noeli Welter Taborda Janaina Francisca de Souza Campos Vinha Copyright (c) 2024 Noeli Welter Taborda, Janaina Francisca de Souza Campos Vinha https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 750 775 10.62516/terra_livre.2023.3471 Expediente e sumário https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/3529 Terra Livre AGB Copyright (c) 2024 Terra Livre AGB https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2024-06-14 2024-06-14 2 61 ii xiii