A trajetória da política industrial brasileira de 2003 a 2024
novo-desenvolvimentismo, ultraneoliberalismo e neoindustrialização
DOI:
https://doi.org/10.61636/bpg.v1i115.3886Palavras-chave:
Desenvolvimento Econômico, Indústria de Transformação, Estado e desenvolvimento, DesindustrializaçãoResumo
Este artigo objetiva analisar a trajetória das políticas industriais implantadas no período novo-desenvolvimentista (2003-2016), a ausência de políticas industriais no período ultra-neoliberal (2017-2022) e a retomada anunciada no governo Lula III. Para tanto, foram realizadas: (a) uma breve revisão bibliográfica sobre política industrial e desenvolvimento econômico, com base em trabalhos acadêmicos e em publicações oficiais do governo federal; e (b) a coleta de dados do Valor Adicionado Total junto à Confederação Nacional da Indústria. Durante o período novo-desenvolvimentista, as políticas industriais adotadas contribuíram para que o país retomasse a discussão sobre a importância da indústria para o desenvolvimento nacional. Infelizmente, devido a um conjunto de fatores internos e externos, o desempenho dessas políticas foi comprometido. No período seguinte, marcado por uma agenda conservadora e ultraneoliberal, a política industrial foi descartada do conjunto de ações do Estado. Reconhecendo a indústria como elemento essencial para o processo de mudança estrutural que é o desenvolvimento econômico nacional, a política industrial foi retomada a partir de 2023 com o anúncio da neoindustrialização. A política industrial e, todo o processo de desenvolvimento econômico e social, não é uma tarefa fácil de ser executada, devendo fazer parte de uma estratégia nacional que envolva investimentos em infraestrutura econômica, educacional, científico-tecnológica e que tenha apoio da sociedade civil organizada.
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