Mediterrâneo americano e mediterrâneo europeu

Autores

  • Pierre Deffontaines Geografia - USP

Palavras-chave:

mediterrâneo, americano, europeu, regional

Resumo

A América tem sita parte mais estreita na altura do trópico de Câncer; o Novo-Mundo parece ali desaparecer, reduzindo-se a um simples rosário de ilhas e a uma faixa cie istmos, num curioso estreitamento do continente, à semelhança do que se encontra, também, à mesma latitude, no Velho-Mundo; entre a Europa e a África, um Mediterrâneo cavado, vasto domínio marítimo que se prolonga em direção de leste, na Ásia. Por restos de mares (Negro, Cáspio, Arai) ou por fossas de desabamento (Golfo Pérsico, Mar Vermelho ).É certo que o estreitamento americano é muito mais acentuado que o do Velho-Mundo; ali o mar ocupou quase tudo, de modo que, na realidade, não há na América uma região muito larga nos trópicos. Esta disposição evitou, neste continente, a extensão dos desertos, tão típicos das zonas tropicais; contrariamente, estes desertos atravessam o Velho-Mundo, em sua parte mais larga, desde o Saara atlântico até a Mongólia, perto do Pacifico, em correlação coma faixa de altas-pressões atmosféricas, Ao invés da América desértica, assim dissimulada, extendem-se mares continentais cortados por terras fragmentadas, poder-se-ia dizer em demolição (a não ser que, ao contrário, estivessem em construção). Com efeito, estas terras estão entre as mais instáveis do globo, crivadas de vulcanismos, tanto nas ilhas, como na parte continental, e sacudidas por tremores de terra. Os mares são decompostos em bacias, atravessadas por fossas profundas, frequentemente cercados de altas montanhas que se ele

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Publicado

2017-11-09

Como Citar

Deffontaines, P. (2017). Mediterrâneo americano e mediterrâneo europeu. Boletim Paulista De Geografia, (21), 28–41. Recuperado de https://publicacoes.agb.org.br/boletim-paulista/article/view/1310

Edição

Seção

Artigos